A lore por trás de um deck tech: Jund

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Bom, agora que história de Alara foi contada poderemos analisar o deck sugerido no começo, o famoso Jund. (E como essa história engloba mais do que o Jund, poderemos aproveitar o embalo e analisar mais alguns futuramente.)

Jund:

Abbot of Keral Keep – Fortaleza Keral é um monastério no plano Reghata que foi construído para que todos pudessem aprender com Jaya Ballard,uma planinauta. E abade, por sua vez, é o superior dos monges em seu monastério. Cargo ocupado inclusive por Chandra Nalaar nesse mesmo monastério, mas enfim, voltando a análise, seria necessário um monastério em Jund, o que é pouquíssimo provável que acontecesse. Acredito que o mais próximo disso seria se em algum momento Chandra passasse pelo plano e, em uma tentativa de ensinar os xamãs a dominarem melhor sua magia, criasse algo parecido. Mas não um monastério, e muito menos a Fortaleza Keral.

Dark Confidant – Bom, o confidente é um mago de Ravnica, um plano-cidade civilizado e com uma estrutura social bem dividida entre guildas. Pomposo e ganancioso, provavelmente não se adaptaria as feras selvagens e os cenários vulcânicos de Jund. Principalmente por buscar “Poder à qualquer custo” em um fragmento onde a única hierarquia é a cadeia alimentar.

Tarmogoyf – “O que não cresce, morre. E o que morre faz crescer o Tarmogoyf”. Embora ele seja de Dominária, seria a criatura perfeita para evoluir nas fronteiras com Grixis, possivelmente de alguma das enormes bestas vindas das fronteiras de Naya.

goyf-jund

Scavenging Ooze – “Na natureza, nem um único osso ou pedaço de carne é desperdiçado.”. A situação aqui é a mesma do goyf, com a exceção de que, se tratando de lodo, provavelmente esse seria o resultado unicamente da mana verde na fronteira com Grixis. Como antes o plano não possuía vida nenhuma, as primeiras tentativas da terra de brotar algo acabariam dando nisso, e eventualmente as plantas de Jund aprenderiam a lidar com a podridão de mesma maneira.

Huntmaster of The Fells – Não há relatos de lobisomens em nenhum lugar de Alara e nem mesmo lobos são mencionados. Mas existem os nacatls em Naya. Embora felinos humanoides possam não parecer tanto com humanos que se transformam em lobos, existem em Innistrad os lupíneos. Lobisomens transformados por Avacyn em lobos humanoides. Talvez o processo contrário também seja possível, animais humanoides que revezam suas formas em determinadas ocasiões. Na realidade de Alara, o mais próximo disso seria algum nacatl recriado de forma defeituosa por necromantes usando restos de humanos, e espalhando-se como uma doença, tal qual os zumbis fariam. A explicação para estarem em Jund seria, talvez, que na antiga Naya, nacatls reverenciavam as enormes bestas selvagens das matas, mas que uma vez ressurgidos como seres da morte, buscariam ainda mais poder e selvageria mortal, sem tanta ligação com a natureza, e por isso iriam atrás de dragões.

Grim Lavamancer – “Os tolos escavam em busca de água, cadáveres ou ouro. A verdadeira riqueza da terra está muito abaixo.”. Com certeza ela fazia parte das antigas tribos de Jund, antes da confluência. Já mencionei “vulcânico” na descrição do fragmento né?

Olivia Voldaren – Em Alara somente em Grixis existiam vampiros, e como tudo em Grixis, eles viviam na barbárie, sobrevivendo com os restos. Mesmo que Olivia saísse de alguma maneira de Innistrad, dificilmente faria parte dessa casta de vampiros, e em Jund sua situação não seria muito diferente. Acostumada com o conforto e a pompa, não se adaptaria em um meio tão selvagem.

Tasigur, the Golden Fang – Tasigur somente foi khan em um universo onde os dragões não eram mais uma ameaça. Após a linha do tempo ser reescrita em Tarkir, os dragões mantiveram-se no poder, tomaram os clãs para si, e Tasigur se tornou escravo de Silumgar, o dragão que o havia destronado. Ele não aguentaria de maneira alguma a realidade em Jund.

tasigur-jund

Lightning Bolt – Se até aqui na vida real existem raios…

Inquisition of Kozilek – Kozilek era um dos três titãs eldrazis, e assim como os outros, ficou preso na prisão de edros em Zendikar após se manifestar em forma física para se apoderar da mana contida no plano. Todos os outros eldrazis menores foram aniquilados, então não há uma possibilidade que envolva qualquer coisa relacionada a Kozilek e outros planos.

Liliana of the Veil – Liliana cresceu em uma casa luxuosa, afinal era filha de um general, e após sua centelha acender, tornou-se uma necromante matadora de demônios (e qualquer coisa que se opusesse a ela), usando a morte como ferramenta para seus próprios objetivos. Assim como alguns outros na lista, provavelmente não se daria bem em um mundo selvagem como Jund. Não por não aguentar a dificuldade, mas por não ser cômodo à ela. De qualquer forma, se estivesse lá, estaria nas fronteiras com Grixis .

Chandra, Pyromaster – Chandra não é do tipo que se estabiliza em um lugar e passa seu tempo lá, cuidando de um bichinho de estimação e conversando com os vizinhos. Justamente por isso é possível sim que ela tenha passado por Jund, com seu espírito aventureiro, atrás de alguma magia secretas dos xamãs, ou simplesmente para visitar um novo lugar. Seria um ótimo local para seu temperamento explosivo, não tendo muito que devastar em um plano já tomado pelo fogo. Mas ainda assim, não seria um lar.

Terminate – Essa fez parte de Alara Reborn, então não há muito o que discutir. Porém, o texto na carta diz “Já vi a morte antes. Minha mãe sucumbindo a doença, meus colegas sangrando no campo de batalha… Mas nunca tinha visto nada tão assustador quanto aquilo. -Taani, amoque de Etlan”, e pela natureza de cada fragmento, diria que isso foi oAcredito que essa seja a evolução bra de magos de Grixis.

Abrupt Decay – Acredito que essa seja a evolução da magia consumidora de Grixis, aplicadas junto com o conhecimento da natureza vindo de Naya. Tudo isso somado a devastação massiva de Jund e a influência da energia destrutiva do Maelstrom.

Kolaghan’s Command – Kolaghan faz parte de outro plano, tudo bem. Mas é uma dragoa, e comanda o que restou do clã Mardu. Se daria muito bem em Jund, afinal, em um lugar regido pela lei do mais forte, ela certamente se destacaria pelo menos um pouco e conseguiria reunir seguidores para continuar mandando.

kolaghans-command-jund

Thoughtseize – “Qualquer sonho é uma colheita farta. Ainda assim, prefiro os sonhos recorrentes, de grande significância, que assombram a mente obsessiva.”. A princípio essa magia pode parecer muito precisa e sutil para vir de Jund, talvez lembre a forma de Esper de controlar todos os pormenores, mas lembre-se dos xamãs e seus rituais de transe profundo! É possível que eles tenham aprendido os segredos da mente, e usem isso como uma poderosa arma de batalha.

Maelstrom Pulse – A energia estava lá, só era preciso aprender a canalizá-la. Talvez a ligação com a natureza vinda de Naya tenha proporcionado esse conhecimento.

Raging Ravine – Talvez essa seja a junção mais completa das duas fronteiras de Jund. A magia de animação dos mortos vinda de Grixis, unida a magia em reverência a natureza vinda de Naya, conjurada para dar vida ao terreno agressivo e selvagem de Jund. Criaturas surgindo das pedras nos desfiladeiros, um novo predador esperando para atacar.

Por fim, o que nos é apresentado aqui não é exatamente o que conhecemos como Jund. Acredito que a imagem que o deck traz é de uma evolução, com muitos traços de hierarquia e conforto para além do cenário de desolação, mas ainda assim moldados a partir da selvageria local de comer ou ser comido. Por influência dos dois fragmentos vizinhos, a manipulação da morte e da natureza também se tornam comuns na nova sociedade, e a magia assume um novo nível de precisão. O deck representa uma bela e possível Jund do futuro. No fim das contas é um deck que faz jus ao nome que leva.

Ps: Os outros terrenos eram típicos de Jund, e o sideboard normalmente muda a essência do deck para lidar com determinados oponentes, então não representaria a realidade.

Ps2: As cartas citadas foram retiradas de dois Junds padrões no site mtggoldfish.com

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