Fractius e sua evolução visual no jogo

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Olá jogadores e jogadoras! Tudo tranquilo?

Hoje pretendo aproveitar a visão de minha profissão (designer) para me aprofundar um pouco sobre a evolução visual de algumas tribos presentes no Magic: The Gathering! Hoje escolhi falar sobre os fractius, uma tribo que evoluiu e alterou (e muito) sua aparência física.

Introdução

O principal ponto que eu achei pertinente para começar esta nova seção justamente com a tribo dos fractius, é a capacidade desta tribo em se adaptar aos fatores e ameças do meio natural, evoluindo de uma forma que sobrevivam e reinem como uma tribo dominante. Ou seja, sempre que outra tribo sobrepujar esta, eles irão se adaptar a força deste novo inimigo, assimilar suas estratégias, poderes e características e adapta-las a si próprios. Estas criaturas acabarão tornando ainda mais poderosas para conseguir vencer um novo desafio.

A habilidade de comunicação / assimilação psíquica dos fractius também é incrível e muito bem ilustrada nas cartas. Você já pensou em como “todos” os seus fractius, em uma partida, assimilam a habilidade de voar do Galerider Sliver? É exatamente com esta incrível habilidade psíquica e sua característica evolutiva. Se um fractius aprendeu como sobreviver a uma praga, todos de sua colônia irão aprender, de forma psíquica, como sobreviver a praga também. De forma geral, eles se comunicam mentalmente e conseguem aprender tudo que outro fractius tenha aprendido, seja uma habilidade, aumentar sua força, resistência, proteção a magias, etc…

Sem mais delongas, vamos dar um pulo ao passado quando conhecemos os fractius pela primeira vez…

Os fractius de Tempest

Voltamos ao final dos anos 90, nas edições de Tempest, Stronghold, entre outras da época que nos presentaram coma aparição dos fractius. Nesta época, vimos fractius com características físicas distintas (assim como existem várias raças distintas de cachorros). Podemos crer que cada variação física dos fractius indica uma colônia diferente de fractius. Ou ainda que fractius tragam para uma única colônia, suas novas características. Mas de forma geral, temos algumas características que definem esta tribo de forma bem específica:

Armor Sliver – Ilustração: Scott Kirschner.

Como pode ser ilustrada na imagem acima, os fractius possuem uma garra que “geralmente” aparenta possuir um exoesqueleto. Além disso, eles contam com uma cabeça com o mesmo exoesqueleto e aproximadamente quatro chifres. Seu tronco aparenta ser mais rijo que o restante de seu corpo, algumas vezes ilustrado também com um exoesqueleto. A única parte que aparenta ser mais sensível é a dupla de caudas na extremidade de seu corpo.

Poucos detalhes se alteram em cada fractius. Nesta ilustração acima, temos este exoesqueleto preto, que é uma característica exclusiva deste fractius, sua armadura.

Alguns outros, como o Heart Sliver, possuem um exoesqueleto diferenciado. Neste caso temos uma carapaça muito mais rebuscada e reforçada.

Heart Sliver – Ilustração: Ron Spencer.

Barbed Sliver é outra leve variação dos fractius “vintage”. Ele também tem uma característica própria (herdada de seu nome), que são os espinhos presentes em seu corpo.

Barbed Sliver – Ilustração: Scott Kirschner.

Mas de forma geral, não temos muita diferenciação entre estes fractius mais antigos. A grande diferença vem de sua líder e progenitora, a Sliver Queen. Sem dúvidas, um dos fractius mais estranhos e peçonhentos de todos!

Sliver Queen – Ilustração: Ron Spencer.

Uma rainha que mais parece um extraterrestre, repleta de caudas, com duas garras e com um pescoço inflado que lembra um pouco o de um anurídio.

Os fractius de Legiões

Este fractius nos primórdios da história, era quem mantinha a sanidade e ordem na colônia dos fractius em Rath, assim que esta fosse derrotada, era certo que o caos da multiplicação e migração desacerbada dos fractius reinaria por todo o plano. Mas felizmente, depois de muito tempo passado, acreditava-se que os fractius foram extintos. Então o projeto da rebentação acabou sintetizando alguns fractius e trazendo-os a vida novamente, mas desta vez, sem sua rainha. E é ai que temos o maior problema de infestação de fractius da história, entramos na edição de Legiões!

Eles pareciam evoluir ainda mais que antes (parecia uma nova resposta a sua própria extinção, afinal, eles deveriam evitar que fossem extintos novamente), os fractius continuam bastante semelhantes entre si, até mais que antes, alguns mudam apenas sua cor. Aqui tivemos um grande avanço nas ilustrações, onde começamos a ver aplicações dos meios digitais (mesmo que pouco) nas ilustrações. E com isto, conseguimos ver com mais clareza o que a lore do jogo quer nos mostrar, a semelhança, a adaptabilidade enfim, todas as características dos fractius em uma pequena arte dentro da carta. Existem muitas cartas que ao ver apenas a arte, você já imagina qual seja sua habilidade, como é o caso de um Brood Sliver:

Brood Sliver – Ilustração: Ron Spears.

Como foi citado acima, na edição de Legiões tivemos a retomada dos fractius, graças ao projeto já citado de nossos amigos cefálidas. Se os fractius mais antigos possuíam grande semelhança entre si, em Legiões, os fractius são todos iguais. Em raríssimas exceções temos fractius mais “criativos”, como o Magma Sliver, que possui escamas (se assemelhando muito a um dragão);

Magma Sliver – Ilustração: Wayne England.

Hunter Sliver, com suas duas cabeças; Spectral Sliver, um fractius fantasma; entre outros que tem características mais distintas que dos demais fractius desta edição. Mas de forma geral, Legiões não inovou muito na diferenciação desta tribo, na verdade, criou um padrão ainda mais forte (uma identidade visual).

Os fractius de Espiral Temporal

Depois do caos causado em Espiral Temporal, os fractius acabaram reaparecendo nas cartas de Magic: The Gathering! Agora sim, temos fractius mais diversificados. Cada um deles apresenta uma identidade visual própria, poucos se assemelham tanto quanto os de Legiões. Quer alguns exemplos? Vamos lá…

Gemhide Sliver, um fractius com pedras cravejadas em seu próprio corpo; Frenzy Sliver, um fractius macabro com o corpo cheio de chifres / espinhos; Battering Sliver, um fractius encouraçado que mais parece um tatu; Dementia Sliver, um fractius tão bizarro que nem tem como explicar esta arte “surrealista”; Mesmeric Sliver, um fractius tattooado?; entre outros.

Um detalhe bem pertinente que acho legal pontuar, é a existência de um fractius doente em Espiral Temporal. Ou seja, com a habilidade telepática dos fractius, sua doença pode se tornar um grande problema, se não a própria extinção da tribo (mais uma vez). Estou falando de Plague Sliver, um fractius que vai lhe punir muito se você pretende se aliar a tribo. Aqui, o flavor text da carta evidencia ainda mais este conceito sobre a doença ser compartilhada com a colônia:

“Um fractius compartilha tudo com a sua colônia — até mesmo suas aflições.”

Temos também a presença do Sliver Overlord, talvez uma tentativa (necessidade) de existir uma nova Sliver Queen para reinar sobre os fractius e trazer ordem e harmonia para a colônia. Mas é lógico que está história ficará para um outro artigo!

Sliver Overlord – Ilustração: Tony Szczudlo.

Outro fractius candidato ao mais bizarro da história. Ele tem várias cabeças, garras, tentáculos e tattooagens pelo corpo, como se fosse uma coloração de sua pele, para se diferenciar dos demais. Ele aparenta ainda ter uma altura maior que a dos demais fractius, fazendo dele um possível líder ideal.

Os fractius de M14

Passada esta fase de Espiral Temporal, ninguém mais esperava ver a volta desta tribo no jogo. Mas então fomos surpreendidos em Magic 2014 com a volta dos fractius! Os fractius precisaram evoluir mais uma vez para se adaptar ao meio, e desta vez a evolução foi tão abrupta. que toda a fisionomia destes fora alterada. Os fractius estão mais “humanizados”, mas por sorte, temos uma grande variação nas características de cada fractius. Muitos jogadores estranharam esta grande mudança, mas isso é algo natural da índole dos desta tribo. Eles provavelmente encontraram um pedrador muito forte e para poder vencer, eles evoluíram como seus predadores ou de uma forma que fosse mais fácil de derrota-los. Desta forma nascem os novos fractius…

Manaweft Sliver – Ilustração: Trevor Claxton.

Manaweft Sliver é um fractius ligado a natureza, seu corpo é praticamente feito de vinhas e raízes. Conhecendo os antigos fractius, é algo totalmente novo, ainda mais o fato de ser bípede e contar agora com 4 membros (2 superiores e 2 inferiores). Vou citar ainda alguns fractius bastante inovadores que apareceram em M14:

O imenso Megantic SliverBelligerent Sliver, o fractius manticora?; Constricting Sliver, o fractius gárgula; Diffusion Sliver, um fractius com nuances femininas e delicadas. Contamos ainda com a presença de Sliver Hivelord, um imenso fractius com 4 braços em formatos de foice e base de serpente. Praticamente uma máquina de guerra dos fractius.

Para finalizar o artigo, vou citar alguns útimos fractius que marcaram presença no jogo. Como o mais forte de todos, Sliver LegionCrystalline Sliver,aquele que fez a tribo jogar até mesmo no formato Legacy. Harmonic Sliver, o fractius hate de artefato e encantamentos. Necrotic Sliver, o fractius destruidor de permanentes (olá planeswalkers). O Spinneret Sliver, um fractius que fez a tribo ganhar voz e disputar o formato pauper. Enfim, se for citar todos os com “presença de palco” no jogo, ficaria horas aqui falando sem parar de todos.

Agora, só nos resta esperar pela próxima aparição desta tribo tão antiga e querida! Gostaria de saber o que acharam desta abordagem sobre a evoulção das tribos ao longo do jogo. Se gostaram, quais as próximas que gostariam de ver por aqui?

Bom, por hoje é isso. Até a próxima!

Fontes:Fonte 01Fonte 02.

Henrique Amaral

Idealizador e criador da Balcker Lotus, fissurado em games desde criança quando ganhou seu primeiro vídeo game, um Master System!

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