[Artigo] EDH Commander Budget: Ezuri e os elfos infinitos

Apoie a Blacker Lotus, não use Ad Block e acesse os anúncios que lhe interessar!

capa-freya-01

E aí, galera, tudo bem?

Então, hoje eu vou dar umas dicas pra quem quer ter um deck bom sem grande investimento incial no Commander. Vou começar supondo que vocês tenham feito o que eu fiz: comprei o Commander 2014 verde que foi lançado há pouco tempo. O produto lacrado em si não é muito bom (no sentido de abrir o pacote e jogar), mas arrasa no sentido que possui toda a base para um deck de elfos. Com alguns ajustes dá para montar um deck bem forte. Em resumo, um bom investimento.
A primeira impressão que o deck passa é que ele é um commander tribal de elfos, mas é só dar uma segunda conferida que se percebe que ele é um deck misto de elfos e de elementais. Minha ideia foi eliminar o máximo de cartas não-élficas, mas vamos falar disso depois, porque eu sempre gosto de “começar pelo começo” e o começo de qualquer Commander é o…

COMANDANTE

O deck traz como comandante a planeswalker Freyalise, Llanowar’s Fury.

Freyalise, Llanowar's Fury – Ilustração: Adam Paquette.

E de cara eu tenho que dizer que ela não é a melhor opção. A princípio, ela se enquadra nos planeswalkers que se protegem colocando criaturas em campo (como a Elspeth, Sun’s Champion, ou o Garruk Wildspeaker), mas o problema é que a criatura que ela cria é um Llanowar Elves, e você não vai querer bloquear com ele. O interessante é mantê-lo em campo para gerar mana no próximo turno. A segunda habilidade é muito “situacional”. Apesar de ser importante ter a capacidade de destruir artefatos e/ou encantamentos, isso não é sempre necessário. E por último, o ultimate dela não é tão bom assim. Tudo bem, que se você estiver top deckando, ou precisando da carta certa, dar aquele draw extra pode salvar a sua vida, mas não é uma habilidade marcante. Até porque num deck de elfos, a ideia é juntar meia dúzia de criaturas que consigam causar bastante dano. Sendo assim, na minha opinião, ela é uma carta que deve estar no deck, especialmente porque ela, como todo planeswalker, atrai ataques, o q salva alguns pontos de vida, mas ela não é boa o suficiente para se tornar a comandante. Pra mim, o melhor comandante desse deck, que já vem no deck, é esse carinha aqui..

Ezuri, Renegade Leader - Ilustração: Karl Kopinski.

Motivos:

  1. Ele tem um baixo custo de mana (e também para comprar, não é tão caro assim).
  2. Tem um vanilla bom (custo 3, 2/2)
  3. Regenera seus elfinhos e o melhor
  4. E ele é um Overrun infinito.

O único ponto negativo dele é que ele não consegue se regenerar, então é necessário por algo no deck para protege-lo. E outro detalhe é que o Overrun dele só funciona para elfos e é por isso que eu reduzi o número de bestas/elementais do deck.

As outras opções (para quem não tem o deck pré-montado) de comandante elfo mono green poderiam ser: Eladamri, Lord of Leaves, Rhys the Redeemed, Yeva, Nature’s HeraldGlissa Sunseeker.
Agora, vamos à minha parte favorita…

TERRENOS

O legal de comprar terrenos é que não importa o quanto você pague, nunca será dinheiro perdido. Você sempre vai acabar usando um terreno específico em algum deck.

Um terreno que já vem no deck e eu gosto muito é Oran-Rief, the Vastwood porque ele põe marcadores nos elfos que geralmente são 1/1. Não que isso vá importar no final, mas um ponto de dano poder pode fazer a diferença no final.

Agora, para incrementar o deck, há alguns terrenos que não são tão caros e que ajudam bastante. Opal Palace faz o Ezuri, Renegade Leader crescer automaticamente. Llanowar Reborn foi impresso em vários produtos lacrados e é outro terreno que dá marcador para criaturas. Um terreno mais antigo que entra perfeitamente nesse deck é Heart of Yavimaya. Ele tem um drawback de sacrificar uma floresta, mas você pode gerar mana antes de sacrificá-la, o que não é um grande problema num deck monogreen. E para terminar, eu inclui Okina, Temple to the Grandfathers, que é outro terreno que aumenta o poder do Ezuri.

Gaea's Cradle - Ilustração: Mark Zug.

Perfection: Quem leu meu último artigo viu que é necessário ter metas. Por isso, já aproveitei para fazer algumas proxies, para depois ir comprando com o tempo. Dentre essas proxies estão: as 4 fetch lands que tutoram verde (Wooded Foothills, Windswept Heath, Misty Rainforest e Verdant Catacombs), Yavimaya Hollow, Wirewood Lodge, Mutavault e Mosswort Bridge. E se você achar que pode ganhar na Mega Sena num futuro não distante, Cavern of Souls e Gaea’s Cradle sempre irão ajudar absurdamente.

Pronto, terrenos… check. Agora vamos à minha segunda parte favorita…

PLANESWALKERS

Nissa Revane - Ilustração: Jaime Jones.

É, eu sei.. eles não são baratos, mas para mim, não existe deck de commander sem planeswalkers.
Se você tem a Freyalise, Llanowar’s Fury, use-a. Aqueles elfinhos gerando mana sempre são uma boa. Mas se não a tiver, isso não vai causar um problema grande. De qualquer maneira, nesse deck, quem se encaixa muito bem é o Garruk Wildspeaker, porque acelera e tem mais um Overrun no ultimate. A Nissa, Worldwaker obviamente joga muito bem aqui e em qualquer deck com florestas. O Garruk, Caller of Beasts é outro que vai te dar um bom empurrão (na minha opinião, um dos melhores para esse tipo de deck), já que normalmente um deck de elfos terá muitas criaturas. Agora a duplinha que eu realmente gosto de usar é Nissa Revane + Nissa’s Chosen. Ela sim se protege (aprenda Freyalise, Llanowar’s Fury) e além disso te dá pontos de vida todo turno enquanto o escolhido estiver em campo. E óbvio, o ultimate dela é “-7: Ganhe o jogo nesse ou no próximo turno”.

E falando em Nissa’s Chosen, vamos ao próximo tópico…

CRIATURAS

O deck já vem com uma base ótima de elfos. Tem elfinhos que tutoram florestas, elfinhos que adicionam mana, elfinhos que enfrentam criaturas voadoras, elfinhos que dão “pump” em criaturas, elfinhos que geram fichas e elfinhos que te dão PV. É óbvio que minha dica é: mantenha todos e compre/troque por outros elfos que possuam essas mesmas habilidades. Em decks tribais, quanto maior a redundância melhor, especialmente no commander, onde não é possível usar várias cópias de uma carta.
MAS, PORÉM, TODAVIA, ENTRETANTO, eu senti falta de alguns elfos famosos da minha época:
O deck veio com Drove of Elves. Tá, ele é bom, mas pra mim, deck de elfo mesmo tem que ter é uma Heedless One. PONTO. Quer dizer, Heedless One e Voice of the Woods, lembrando que você pode virar o Voice of the Woods para ativar a habilidade assim que ele entra em campo. Não é preciso dar ímpeto para ele.

Heedless One - Ilustração: Mark Zug.

Outros elfinhos old school … Wirewood Channeler, porque o negócio é gerar mana adoidado; Elvish Champion, que também não é tão barato assim, mas ajuda a ganhar o jogo fácil com Song of the Dryads (que já vem no produto lacrado); Glistener Elf, porque a zueira never ends; Elven Riders (lê-se praticamente imbloqueável).
Outro que eu adicionei ao meu deck foi Joraga Treespeaker porque é fácil fazê-la chegar no nível 5. É só perceber que do level 1 em diante, ela aumenta o próprio nível todo turno. No sábado do prerelease, entre rodadas, eu joguei um pouco de commander e o Joraga Treespeaker fez o Joraga Warcaller entrar em campo com 8 marcadores. Imagina, todos os elfos recebendo +8/+8. É um ataque ativando o Overrun do Ezuri para ganhar (e foi isso o que aconteceu).

Ivy Lane Denizen - Ilustração: Winona Nelson.

Agora, não tão antigo, extremamente útil e incrivelmente barato é o Ivy Lane Denizen. E acredite quando eu digo, esse cara é muito bom, especialmente se você usar cartas que geram fichas de criatura verde. Fora isso, é só pesquisar por Elf, Elven ou Elvish que você certamente encontrará cartas baratas e que funcionarão muito bem no deck.
Tirando os elfinhos, em algum momento você vai querer ter um pouco mais de corpo no deck e é por isso que o deck já vem com vários elementais e bestas. Alguns merecem destaque como o Thunderfoot Baloth (isso é o que chamamos no planeta Terra de carta insana) que é praticamente um “overrun estático”, Rampaging Baloths (o tipo de carta que o oponente não quer deixar no campo), Silklash Spider (pra matar tudo que voa), Soul of the Harvest (pra dar uns draws maneiros) e o monstrengo Terastodon.

Em tese, qualquer coisa grande que bata com força nos oponentes entra no deck porque os elfos sempre vão gerar muita mana, mas se você quer uma dica old school muito divertida? Deixa dois terrenos no canto separados e põe um Krosan Cloudscraper no deck. É, não é todo dia que se tem um bicho que mata todos os eldrazis na base do murro (com exceção do Emrakul que, por sinal, é banido no formato)… E ainda pode tirar onda se disfarçando de 2/2.

Krosan Cloudscraper – Ilustração: Ron Spears.

Agora, antes de chegar nas magias que não serão permanentes (e já explico o porquê), vamos aos…

ARTEFATOS

O deck vem com alguns artefatos, mas não acho que eles sejam muito necessários. Manter a Skullclamp no deck é algo um tanto óbvio, pela carta em si, apesar de que com o tempo, os elfos 1/1 receberão bônus e inutilizarão o artefato. Além disso, os mana dorks também não são muito necessárias já que os próprios elfos geram mana. O bom disso é que sobra slots para por mais elfos no deck.
De qualquer maneiram, eu achei interessante manter o Sol Ring, Commander’s Sphere (que em alguma hora vai te dar um draw de graça), Emerald Medallion (que deixa o Ezuri custando apenas 2 manas) e Swiftfoot Boots (lembra quando falei que você precisa proteger o Ezuri?). Se você tiver disponível, também poderá substituir a bota por uma Lightning Greaves ou simplesmente manter as duas. Shroud não é um problema já que a maioria dos efeitos do deck são globais. Outros artefatos que podem entrar aqui de boas são os que dão bônus globalmente, ou equipamentos que aumentam o poder de quem está atacando. Mas como eu falei, eles não são necessidade.

ENCANTAMENTOS

Descendants' Path - Ilustração: Terese Nielsen.

Song of the Dryads tem lugar reservado no deck. Primeiro, porque é uma boa remoção e segundo, porque é super divertido imaginar algo como um planeswalker, uma criatura ou até mesmo um deus sendo transformado numa plantinha.
Fora isso… sério que a Wizards colocou Beastmaster Ascension no deck? Meu, é baixar isso e atacar com todo mundo sem pensar. +5/+5 para todas as criaturas num deck em que é fácil dar atropelar para a galera é, no mínimo, apelação.
No meu deck, fora esses dois, eu adicionei: Descendants’ Path, que em decks tribais ajuda bastante a criar um exército, principalmente após remoções globais; Bow of Nylea. EBA!!! death touch pros elfinhos (e a última habilidade que ajuda bastante contra Bojuka Bogs); E, um pouco mais cara, Nylea, God of the Hunt, como vocês já perceberam atropelar é a grande habilidade do deck.
Eu decidi não por muitas magias que não resultam em permanentes e o motivo é esse aqui…

FEITIÇOS

Da série “combos ignorantes inesperados que faz pelo menos uma pessoa no recinto rir”:

Primal Surge - Ilustração: David Rapoza.

Daí eu to perdendo o jogo, o oponente vai ganhar em dois ataques.. você olha para o deck e fala: “vamos, me ajude”.. daí você top-decka isso e a próxima coisa que ouve é o comentário da galera: “DAFUQ!!!”. Essa é uma carta que eu sempre quis usar e por isso fiz questão de pô-la no deck.
Dos feitiços que vieram no deck, Praetor’s Counsel é uma ótima carta no late game e por isso a mantive. Hunting Triad além de aumentar o número de elfos em campo, te ajuda a segurar a onda após remoções globais. Falando em remoção global, Whirlwind é obrigatório num deck que não tem como se proteger muito pelo ar e Overwhelming Stampede é a evolução do Overrun. Geralmente você vai conseguir dar mais que +3/+3 pagando as mesmas 5 manas.

INSTANTÂNEAS

Eu não estou utilizando nenhuma instantânea no deck. O motivo, como já expliquei, é que eu quis reduzir o número de magias que não resultam em permanentes. Mas mesmo assim, magias que poderiam entrar aqui seriam remoções pontuais contra voadores como Harrow (que já vem no deck). A outra que vem é Fresh Meat, que também é muito boa, mas daí você tem que lembrar de deixar pelo menos 4 manas separadas para quando os oponentes mandarem aquela remoção global típica.
Outras que eu acho legal num deck de elfos são Tribal Unity e Wirewood Pride.

RESUMÃO

De maneira geral, o deck verde é um bom investimento pra quem quer montar um deck de elfos. Mesmo se você decidir que o deck não será monocolor, ele já possui toda a base de elfos que entraria em qualquer outro deck com elfos. Além disso, as criaturas que não são elfos são bastante fortes, o que dá uma segurança extra na hora de enfrentar maiores ameaças.
De qualquer maneira, verde é uma cor fácil de se jogar e montar deck, e se você procurar, sempre encontrará cards baratos, bons e fáceis de achar. E parar dar um exemplo do que estou falando, aqui uma dica de carta barata e extremamente poderosa no commander (certamente você ou algum amigo a tirou no último prerelease):

Temur Sabertooth - Ilustração: Mike Sass.

Certeza que você consegue essa carta até de graça com seus amigos. Ela comba com vários elfos (e qualquer outra carta) que possuem efeitos ETB (Enter the battlefield) e consegue bloquear duas criaturas por turno (ele sendo indestrutível e a criatura que você devolveu pra mão). Carta TOP².

É isso aí galera, Até a próxima, e vamos jogar!!!

Você pode gostar...

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *