Conto: A Balada dos Amantes

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Antes de irmos ao conto de hoje, vamos para algumas notas sobre a leitura do texto:

  1. Como a história se passa no período de Destino, então o Evincar ainda nao era Volrath, e sim Davvol. Ele aparece na carta Festim de Alamas.
  2. Eu chamei a amada dele de Lin, assim como em Lin Sivvi. Lin é um título que os Vec concediam aos melhores guerreiros, aqueles que melhor utilizavam o totem vec deles, que era aquela arma que Lin Sivvi utilizava. Esse termo significa “striking viper” no idioma deles.
  3. Fugindo um pouco da regra, resolvi fazer este conto em forma de poema lírico, ou sua forma menos conhecida: balada.

“Você voltou como um guerreiro…Seu cabelo foi cortado, e tatuado com o triângulo vermelho da guerra.”
_Canção de Amor da Noite e do Dia

A noite era fria e a Luz Pálida brilhava com fulgor sobre os céus amargurados. No meio do distrito de Vec as pessoas se ajuntam ao redor da fogueira, buscando aquecer os corações e as mãos.

A fogueira brilhava com força e o crepitar das folhas enchia a noite com ruídos e sons amigáveis. Ao redor daquelas chamas, os jovens faziam parceria aos idosos enquanto casais de amantes se aproximavam para escutar a velha ama. Uma anciã que sempre aquecia os ouvidos de todos com suas histórias e proezas de heróis do passado.

Ela estava sendo bem perto ao centro do fogaréu. Quando ela se levantou todo o murmúrio se desfez. As vozes se calaram em respeito aos seus cabelos já amanhecidos pelo tempo. Erguendo-se e caminhando ao redor do fogo sua voz começou a acompanhar o crepitar das folhas e as ondas das chamas.

“Vinde todos vós e prestai atenção
Nesta noite cantarei para vos abrir o coração
Afastem as sombras da alma e deixem o júbilo entrar
Para que renovem o amor e tornem a gracejar.”

“O valente Hamilton sai a pelejar
Em busca de Lin Alhine, que parou de cantarolar
Nas noites tenebrosas de Rath sua lança fulgurava
Lançava terror sobre os Moggs enquanto aos gigantes destroçava.”
Oh, chuva de prata em noite de fogo!

“Levada para a Fortaleza sob severa agressão
Lin Alhine esperava com ardente devoção
Em seu calabouço chorava, bramava e fremia
Enquanto seu amado Hamilton de fé e bravura reluzia.”
Oh, chuva de prata em noite de fogo!

De Rootwater a Skyshroud ele pelejou
Até que a fúria do Evincar se despertou
Disse então Davvol “tragam-me esta peste para enfim apodrecer
Ou nos fossos da morte irão todos perecer”

Nas entranhas da Fortaleza adentrou o destemido
Trulls e abissais fugiam ao seu bramido
No calabouço os guardas foram degolados
E Lin Alhine pôde outra vez, se lançar ao seu amado

Os amantes apressados puseram-se acorrer
Mas logo suas esperanças tenderam a escorrer
Ao chegarem aos Salões Oníricos tiveram um mau presságio
Pois logo surgiu Davvol com todo o seu apanágio
Oh, chuva de prata em noite de fogo

O bravo Hamilton por sua vez falou “seus dias de tirania hão de findar
Pois com minha lança de prata eu irei te transpassar
Seu sombrio coração enfim vou arrancar
E finalmente em Rath, a liberdade há de reinar”
Oh, chuva de prata em noite de fogo

Respondendo com sarcasmo o Evincar se pronunciou
“Tolo desafortunado, tua coragem te envenenou
A Rochafluente será vossa tumba
E nessas paredes maléficas vivereis em penumbra”
Oh, chuva de prata em noite de fogo

Com uma grande estocada o paladino avançou
Arrancando a mão direita daquele que o atormentou
Praguejando, ele não se deixou intimidar
Conjurou um feitiço sombrio e a ambos desejou matar
Oh, chuva de prata em noite de fogo

Tremei rebeldes Vec, pois nesta noite perecereis
Seus corpos empalados serão e então lembrareis
Que contra mim, não existe profecia
Suas almas minhas serão para a glória de Phyrexia
Oh, chuva de prata em noite de fogo

Mas da escuridão a luz jorra para triunfar
Em meio a lábios fervorosos vem a fé se renovar
Antes que a escuridão venha os devorar
Lin Alhine solta uma prece para poder os amparar
Oh, chuva de prata em noite de fogo

“Antigos deuses e Poderes que comandam a Luz
Não permitam que pereçamos de forma tão marfuz
Concedam-nos uma ultima graça selando nosso destino
Dessa forma tenhamos um fim menos ferino”
Oh, chuva de prata em noite de fogo

“Que uma chuva de prata caía
Para que esta noite de fogo não nos traía
Nossos corações unidos venham a revir
E assim jamais outra vez poderão nos ferir”
Oh, chuva de prata em noite de fogo

Os Salões tomados foram por uma gloria indizível
E a cena que ali estava em nada era aprazível
Os dois amantes haviam desaparecido
Mas em seu lugar uma pedra havia surgido
Oh, chuva de prata em noite de fogo

Polida e reluzente
Cintilava vivamente
Parecendo um coração pulsante
Deixando todos ofegantes
Oh, chuva de prata em noite de fogo

Nas águas de Rootwater ela fora arremessada
Para ocultar a verdade de forma depravada
Aqueles que a acharam viram seu resplendor
Chamaram-na Pedra Coração para honrarem seu progenitor
Oh, chuva de prata em noite de fogo

E assim meus filhos termino essa historia
Com lagrimas nos olhos guardem em memoria
A lenda dos amantes que por amor foram punidos
Mas repousam na Pedra Coração ainda destemidos

_Antiga Canção Vec, de Leandro Dantes.

Henrique Amaral

Idealizador e criador da Balcker Lotus, fissurado em games desde criança quando ganhou seu primeiro vídeo game, um Master System!

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