[Artigo] Conselhos para montar o Commander dos seus sonhos

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E aí, galera, blz?

Certeza que quando alguém aí ouve falar em commander logo pensa naqueles decks super caros, cheio de cartas antigas, dual lands, etc. Quando eu comecei a jogar commander, em 2013, eu parti do básico. Abri meu fichário e peguei todas as cartas legais que possuía, pus sleeves nelas e voilá, montei meu primeiro commander. Na época era um deck bastante fraco, com algumas pouquíssimas cartas boas. Até que num certo dia eu decidi que iria transformar meu deck num super commander.. E é exatamente sobre isso o que vou falar hoje.

Geist of Saint Traft - Ilustração: Igor Kieryluk.

Nesse breve artigo, compartilharei um pouco da minha experiência na montagem de decks de commander (mais especificamente do meu Niv-Mizzet) e darei quatro conselhos básicos para você, que como eu, sempre quis ter um super deck, daqueles se orgulhar ao jogar cada terreno básico. Durante o texto, também darei exemplos de como apliquei cada conselho na montagem do meu (ainda “inacabado”) deck de commander.

BACKGROUND

Eu comecei a jogar Magic na sétima edição. Daí jogava apenas por diversão mesmo, com os amigos do colégio, até que chegou Mirrodin (e quem viveu lembra do que aconteceu, ou jogava de artefato, ou não ganhava). Pouco depois, veio vestibular, universidade e eu acabei perdendo contato com o jogo. Voltei no início de 2012 (na época Dark Ascension tinha sido lançada) e percebi que o Magic estava muito diferente.

Planeswalkers, vários formatos, habilidades, e principalmente PREÇOS haviam mudado. Naquela época eu me encontrava os mesmos problemas que jogadores iniciantes encontram hoje em dia:

  • Decks muito caros;
  • Cartas difíceis de encontrar;
  • Ambiente muito mais competitivo;
  • Etc;

Daí comecei a procurar por outros formatos, onde fosse mais fácil montar um deck legal, onde eu não seria obrigado a gastar tanto de uma vez e no qual poderia jogar só pela diversão, sem muita pressão. Sendo assim, após alguns meses, abri meu fichário, tirei todas as cartas legais que eu tinha e usei os quatro pontos abaixo para montar o meu primeiro commander: Niv-Mizzet, Dracogênio.

Niv-Mizzet, Dracogenius - Ilustração: Todd Lockwood.

1. METAS

Defina metas. Essas metas não são fixas, podem se alterar com o tempo, mas se você não tiver ideia do deck que quer, não terá deck algum.

Início: No início eu queria montar um deck com o tema “Niv-Mizzet e seus tesouros” (sabe o Smaug deitado sobre a pilha de ouro? Então, esse seria o Niv-Mizzet deitado sobre uma pilha de artefatos). Além disso eu defini uma segunda meta: Por TODAS as lendas UR no deck (o que não são muitas).

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Problema: Eu não possuía muitos artefatos legais e também não possuía muitas lendas. De fato, apenas 8 artefatos faziam parte do deck e convenhamos, esse seria o dragão mais pobre da história. Além disso, tive dificuldades em conseguir uma Nin, the Pain Artist, e Tibor and Lumia não fazia muita coisa no campo de batalha.

Mudança: Depois de um tempo, eu mudei de foco, decidi criar um deck que representasse uma conferência de cientistas (magos), na maioria da liga Izzet, que estudavam dragões. E esse é o flavor do meu deck até hoje. 100% das criaturas são magos e/ou dragões, sendo a maioria magos (os cientistas). Como meta secundária, eu decidi (algo polêmico) que iria montar um deck FOIL. Sim, todas as cartas foil (quase todas, porque não há foil de algumas cartas).

Catalog - Illus. Berry.

Essa definição de objetivos ajuda bastante na montagem do deck e já dá dicas de quais cards poderão entrar e funcionarão bem no deck. No meu caso, como meu deck teria vários magos, a Azami e o Riptide Laboratory se tornaram ótimas opções. O mesmo aconteceu com o Utvara Hellkite, que joga bem com dragões.

E para terminar e reforçar esse ponto, FAÇA proxies. A melhor maneira de saber se a sua ideia de por todas as versões do Jace, da Elspeth, do Ajani e do Garruk no deck vai prestar é testando. E é melhor saber quais cards comprar do que comprar e depois não utilizá-los.

 

2. PERSISTÊNCIA

Tendo em mente que eu queria um deck foil, fui atrás destas benditas (e de cards promocionais também). Às vezes, eu conseguia uma carta melhor e acabava trocando uma foil que estava no deck por uma não foil. Mas no fim, sempre ia atrás de foils. Algumas cartas foram mais fáceis de encontrar (mais fácil não significa mais barato, mas depois falo sobre isso), já outras demoraram bastante. Mas se você traçou seus objetivos, definiu suas metas, pode ter certeza que um dia você consegue.

Exemplo “ostentação”: Pra que um Melek, Izzet Paragon normal? Após dar uma olhada no MagicCards.info (por sinal, ótimo site para você visualizar as cartas em diferentes edições e outras línguas) eu encontrei a carta que faria parte do meu deck. Um Melek, Izzet Paragon PROMOCIONAL do GAME DAY em RUSSO. Isso aí, você leu certo, em Russo. Faz muito tempo que consegui um Melek promo, mas nunca desisti de encontrar um em Russo. Até falei com uma amiga russa para ver se encontrava, mas no fim, foi sozinho procurando na net que achei o dito cujo!

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É como tentar pegar um Pokemon lendário no Gameboy. Demora, mas se você não desistir, certamente encontrará.

O mesmo se aplica a um Steel Hellkite promo em japonês, a Azami, Lady of Scrolls foil em alemão e o Ral Zarek foil em português. Ah, mas não pense que já tenho tudo que quero. Ainda estou à procura de vários outros cards, incluindo um Balefire Dragon foil em japonês. Até agora nada, mas vou continuar procurando.

3. APROVEITE AS OPORTUNIDADES

Daí você se encontra seus amigos e um deles tem a carta que você precisa. Ou você vai numa loja online e encontra lá aquela foil que você quer. Às vezes você não tem dinheiro na hora ou cartas para trocar, mas se tiver a oportunidade de conseguir cartas assim que as encontrar, o faça! Não há nada pior que perceber que você perdeu uma oportunidade por bobagem.

Isso se aplica em especial a cartas foils, em outras línguas, autografadas ou aquelas que são mais antigas, ou mais caras.

Exemplo 1: Troca de cartas com amigos: Eu usava uma proxy de fetch land. Daí um certo dia, um amigo apareceu com uma foil no fichário para passar. Em quase um ano de deck, essa foi a primeira vez que vi aquela carta e após conversar e chorar um pouco, consegui a carta tão desejada. De lá pra cá, encontrei algumas poucas fetchs foils, mas nenhuma em Português.

Exemplo 2: O fator “1 no estoque”: 22/10/2013, eu fui ao site da StarCity e encontrei promoção em várias cartas. Após uma pesquisa no site eu encontrei um Goblin Electromancer FOIL em CHINÊS. Detalhe: Apenas 1 no estoque. Só vou falar que até hoje, só vi um a venda e mesmo assim na internet.

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Exemplo 3: Cartas raras: Lembra do Melek, Izzet Paragon promo em russo que falei? Então, não deve haver muitos no mundo. Eu tinha visto um à venda, mas fiquei com pena de pagar 20 vezes mais caro por ele. Resultado, alguém comprou e eu perdi a chance. Só consegui arranjar outro quatro meses depois e, novamente, apenas 1 em estoque. Por outro lado, eu encontrei na net um Shivan Reef de Tempestade foil e assinado pelo artista. Desta vez não perdi tempo e fiz logo o investimento nesta raridade.

4. DEDICAÇÃO

Esse é o ponto mais importante de todos. O problema de se montar um commander é que a construção demora e no meio do caminho você acaba se desviando e montando outros decks (eu mesmo possuo atualmente 9 decks). Mas se você desejar ter aquele deck perfeito, não pode se desviar muito.

REGRA 1: NADA DE TIRAR CARTAS DO DECK! A menos que você tire uma carta para colocar outra melhor no lugar, tudo que você tira do seu deck em prol de outro é uma regressão.

Exemplo: Eu montei um deck da Narset, Enlightened Master e ele só recebeu a Steam Vents quando eu consegui uma foil pro meu Niv-Mizzet.

Commander - Narset, Enlightened Master.

REGRA 2: OS PRIMEIROS DEVEM SER OS PRIMEIROS. Toda vez que vou a um site procurar cartas, sempre olho se há alguma carta que possa usar no meu Niv-Mizzet. Depois, eu vejo cards para os outros decks.

Exemplo: É fácil você pagar 40 reais no card perfeito para o seu deck se você entra em um site e de primeira vai atrás dele. O difícil é quando você encontra o card perfeito por 40 reais, mas já possui 50 reais em cards para outros decks no seu carrinho de compras.

REGRA 3: MONEY, MONEY, MONEY: Magic é um jogo caro. Ponto. Em algum momento você vai perceber que a carta que você quer custa 100, 200, 300. Daí não tem como escapar. De qualquer maneira, o segredo aqui é sempre lembrar que cards muito caros são um investimento. Se no futuro, você não precisar mais da sua dual land, poderá vende-la e pode ter certeza que o card que é caro hoje em dia, será bem mais caro amanhã (com exceção dos que jogam no Standard, que na maioria caem de preço).

Enfim, galera. Metas, Persistência, Aproveitar as oportunidades e Dedicação. Esses são os 4 fatores mais importantes na montagem do seu commander. Foram com eles que eu consegui sair de um bolo de cartas retiradas de um fichário para um deck cheio de foils com flavor bem definido e cartas boas e raras.

FINALIZANDO…

E para vocês não acharem que isso tudo é conversa de quem já “terminou” o deck e quer dar uma de mestre Jedi, aqui a lista de cards que ainda estou indo atrás:

Jace Beleren, promocional da versão japonesa do Duel Deck: Jace vs Chandra;

Balefire Dragon foil em Japonês;

Stormbreath Dragon foil, em qualquer língua, mas se possível em Português;

Omniscience foil;

Lighthouse Chronologist foil;

Tamiyo, the Moon Sage foil;

Mana Drain (ainda uso uma proxy);

Volcanic Island, qualquer edição (ainda uso uma proxy);

– Ilha e Montanha de Unhinged foil;

– Ilha e Montanha de Unglued (se bem que ainda não sei se vou querer esses cards no deck);

Swiftwater Cliffs foil da próxima edição a ser lançada (de Fate Reforged)

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Espero ainda em 2015, reescrever esse artigo dizendo que consegui atingir meus objetivos.. tanto quanto vocês.

Até a próxima, galera!

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